Manuela d’Ávila lamenta extinção do Fundo Soberano do Brasil

Publicado por 23 de maio de 2018 às 09:51

A pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, deputada Manuela d’Ávila lamentou na terça-feira (22) a extinção do Fundo Soberano, decretada pelo governo Temer, por meio de Medida Provisória 830, para pagamento de dívida pública. É com “tristeza profunda” e “revolta” que leio o decreto, ressaltou a pré-candidata, acrescentando que o Fundo Soberano, criado em 24 de dezembro de 2008, pelo então presidente Lula “é um símbolo do Brasil próspero”.

Formado por ações de estatais federais e por títulos da dívida pública, Manuela salienta que o Fundo tinha o objetivo de realizar investimentos financeiros, dentro e fora do país. “A ideia original era que o Fundo também administrasse uma parcela das reservas internacionais, aplicando o seu valor no exterior, reduzindo o custo de manter esses reservas (a remuneração de reservas rende juro baixíssimo, com o Fundo, um investidor financeiro, os juros seriam maiores)”, publicou a pré-candidata.

Para ela, com a extinção do Fundo, “o que restou de seu patrimônio em ações das estatais será vendido para abater a dívida”. Com isso, aponta que reduzir a dívida pública de 3,5 trilhões de reais vendendo patrimônio “é um escárnio”, classificou.

Lembrando que a dívida cresce e para pagar os juros com mais dívida, neste ano, seu crescimento médio é de 36 bilhões de reais ao mês”, explicou. E assim, “o valor da dívida coberto pela dilapidação do patrimônio do Fundo é irrisório, já que a dívida volta ao mesmo patamar em poucos dias”.

Para a candidata, quem perde é o povo brasileiro, que é dono do patrimônio da União.

Abaixo 👇 o texto deprimente que liquida o Fundo Soberano. Emotiva como sou, sinto uma tristeza profunda em lê-lo. E uma revolta também. O Fundo Soberano, criado em 2008, é um símbolo do Brasil próspero. Ele é formado por ações de estatais federais e por títulos da dívida pública. Seu objetivo era realizar investimentos financeiros, dentro e fora do país. A ideia original era que o Fundo também administrasse uma parcela das reservas internacionais, aplicando o seu valor no exterior, reduzindo o custo de manter esses reservas (a remuneração de reservas rende juro baixíssimo, com o Fundo, um investidor financeiro, os juros seriam maiores). Agora, com a extinção decretada por Temer, o que restou de seu patrimônio em ações das estatais será vendido para abater a dívida. Querer reduzir a dívida pública de 3,5 trilhões de reais vendendo patrimônio é um escárnio, gente. Como a dívida cresce para pagar os juros com mais dívida, neste ano, seu crescimento médio é de 36 bilhões de reais ao mês. Assim, o valor da divida coberto pela dilapidação do patrimônio do Fundo é irrisório, já que a dívida volta ao mesmo patamar em poucos dias. Mas o patrimônio da União e do povo brasileiro estará perdido perdido para sempre- Manuela D’Ávila

Medida Provisória

Segundo informações da Agência Brasil, a medida provisória, passa a vigorar imediatamente. O prazo inicial de vigência de uma MP é 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período caso não tenha sua votação concluída nas duas Casas do Congresso Nacional. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da sua publicação, entra em regime de urgência.

 

 

Do Portal PCdoB

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