Operação busca desarticular quadrilha suspeita de adulterar combustíveis

Publicado por 24 de maio de 2018 às 08:19

Uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de adulterar combustíveis no Piauí foi deflagrada na manhã de quarta-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério Público Estadual e Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação buscou cumprir 23 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão. Segundo as últimas informações, já foram realizadas 19 prisões, e foram apreendidos 35 mil litros de combustíveis e cinco caminhões.

A operação Estanque foi deflagrada após a PRF receber inúmeras denúncias de transporte irregular de combustível, com possíveis adulterações na gasolina transportada, inclusive com mistura de água. A operação acontece em Teresina, Capitão de Campos, e nas cidades maranhenses de Timon e Peritoró.

As denúncias também falavam do uso de rebites pelos motoristas, bem como o desrespeito às leis trabalhistas. As denúncias foram encaminhadas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Piauí (Gaeco/MPPI), em função do termo de cooperação técnica firmado entre o MPPI e a PRF, parceria que permite o compartilhamento de informações e de banco de dados.

Imagem: Gabriel Paulino/ReproduçãoCidadeverde.com

Entre os presos durante a operação estão dois empresários e um advogado. Os detidos foram conduzidos ao Instituto Médico Legal (IML), no Piauí, para exame de corpo de delito. Participaram da operação policiais do Piauí, Maranhão, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e da Bahia, são mais de 100 policiais envolvidos na operação.

A partir das informações encaminhadas pela PRF, o Gaeco iniciou as investigações sobre o transporte e a distribuição de combustível, confirmando a ocorrência de diversos ilícitos, a exemplo de associação criminosa, furto e crimes contra a ordem econômica, tributária e ambiental.

Esquema

Durante coletiva de imprensa, o promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco, explicou que a adulteração acontecia após a saída do caminhão do terminal de petróleo em São Luís-MA.

O veículo era levado para os depósitos clandestinos onde era retirada parte da gasolina e o restante do tanque era completado com água. Ao sair do terminal os tanques possuem um lacre, que deveria ser inviolável. No entanto, eles eram rompidos nesses depósitos clandestinos e substituídos por outros.

Imagem: Gabriel Paulino/ReproduçãoCidadeverde.com

O promotor completa: “alguns empresários não apenas sabiam do roubo, mas também fomentavam, uma vez que parte do salário era paga com o combustível. Encontramos combustíveis adulterados armazenados em residências, em uma delas encontramos mil litros. Além de ser um perigo para a população. O fato também constitui crime contra a ordem tributária “, disse o promotor em coletiva de imprensa na sede da Gaeco.

 

 

Por:MA10

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