O que diz o relatório médico sobre mulher que acusa Neymar de estupro

Publicado por 5 de junho de 2019 às 09:47

A jovem que acusa o jogador de futebol Neymar Jr. de estupro foi atendida no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 21 de maio, seis dias após o encontro com o atleta, em um hotel em Paris. Na ocasião, ela se consultou com um médico gastroenterologista, que produziu um relatório médico sobre a consulta. Neymar nega as acusações de estupro e agressão.


Ao Correio, a assessoria do hospital confirmou a legitimidade do documento, mas ressaltou que não se trata de um laudo, por não trazer conclusões após uma análise. O relatório, explicou a assessoria, apenas comprova que houve atendimento médico e descreve o que a paciente relatou ao especialista.


No documento, o médico anotou que a paciente descreveu “quadro de dor em região epigástrica (área da parede abdominal que vai da cintura até o diafragma), piora em jejum e sensação de empachamento pós-prandial (sensação de estar cheia após as refeições) após episódio de estresse emocional”. 
O relatório aponta ainda que a paciente fez uso de medicamentos antiulcerosos e para dormir e que a mulher apresentava emagrecimento e desânimo.
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Com relação a dores, foi anotado que a paciente sentia incômodo na região da bacia e “dor em região de músculo glúteo maior”. É descrito, ainda: “Hematoma pós-trauma 15 05 2019, edema, calor e hiperemia e formação de estrias locais”.


Na área reservada ao estado psicológico e psiquiátrico, foi anotado: “Refere estresse importante em 15 05 2019, após agressões físicas na região de glúteos de parceiro, com perda de qualidade do sono, quadro de ansiedade importante”.


O exame físico, por sua vez, diz: “Paciente em Bom Estado Geral (BEG), corada, hidratada, anictérica, eupneica, normocárdica, sem edema em membros e boa perfusão periférica”.


O relatório traz ainda duas fotos produzidas pelo médico dos glúteos da paciente, feitas com autorização dela. Abaixo, o especialista anotou que “foram mostradas, pela paciente, através de arquivos digitais, sequência de imagens/fotos, descritas como fotos realizadas nas datas entre 15 e 19 de maio de 2019, as quais mostrando lesões tipo arranhaduras, hematomas em absorção e estrias em região de ambos os glúteos”.


Por fim, o médico aventa, como hipótese, que a paciente sofra de síndrome dispética (conjunto de sintomas de natureza gástrica), transtorno misto ansioso e drepressivo e traumatismos superficiais múltiplos não especificados.

Versão adulterada

Na internet, uma versão do documento contém ainda uma última página que traz, supostamente, as fotos tiradas pela paciente no dia 15 e mostradas ao médico durante a consulta. A página aparece com o título de Anexo-01. Porém, a assessoria do Hospital Albert Einstein informou que essa última página não consta do relatório.

Fonte:CorreioBraziliense

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