Morro da Babilônia, no Leme, tem intenso tiroteio e explosões

Publicado por 5 de junho de 2018 às 08:38

Traficantes de facções rivais entraram em confronto no Morro da Babilônia, no Leme, na Zona Sul, entre a madrugada e o início da manhã desta terça-feira. O confronto ocorreu numa região de mata no alto da favela. Além dos disparos, que eles dizem ser de vários tipos de armas, ainda há o relato de explosões de bombas na comunidade. A Polícia Militar informou que cercou o local após o conflito. Moradores da Babilônia relataram que, em pânico, não conseguiram sair de casa.

Um morador do Leme contou que traficantes que invadiram a comunidade chegaram ao local pela Avenida Princesa Isabel. Eles estavam encapuzados e armados com fuzis. Entre os suspeitos, há adolescentes.

Segundo uma moradora do Leme, o confronto durou cerca de uma hora e, às 5h30, os disparos pararam.

Foi um dos piores tiroteio que já ouvi desde quie moro aqui — contou ela, que vive no bairro há cerca de quatro anos.

“Meu Deus do Céu”, diz ela, em determinado momento.

Moro em Copacabana e está muito forte. Rajada“.

Acordei com as rajadas. Muitos, muitos tiros sendo ouvidos em Copacabana“.

Rajada de metralhadora!!!! Um horror!!!”.

Bomba também!!! Que inferno!!”.

Muito tiro, todo tipo de arma. Surreal. Cadê a polícia?”.

Em seu perfil no Twitter, a Polícia Militar informou que realiza um cerco na comunidade: A PMERJ realiza um cerco tático no entorno do Morro da Babilônia, depois de traficantes se confrontarem na área de mata da comunidade”.

INVASÃO DE APARTAMENTO EM ABRIL

Na noite de 21 de abril, bandidos que fugiram após a invasão do Morro da Babilônia por traficantes de uma facção rival entraram em um apartamento na Rua Gustavo Sampaio e chegaram a fazer uma moradora de refém. No momento do crime, que aconteceu na noite de sábado, a mulher – que mora com o marido e o filho de 10 meses – estava em casa com uma amiga. O casal dono do apartamento invadido estava terminando os preparativos para o batizado de seu primeiro filho. O pai levou o bebê à casa do avô, para cuidar dos últimos detalhes da festa, enquanto a mãe ficou no apartamento com a amiga que veio do Uruguai justamente para a ocasião.

Os criminosos entraram na casa, que fica no segundo andar de um edifício da Rua Gustavo Sampaio, pelo buraco do ar-condicionado que estaria fechado apenas com uma madeira. Depois de pegar roupas do marido e deixarem as suas, eles levaram a mulher como refém, mas segundo testemunhas teriam fugido pela porta da frente ao perceberem que não havia policiais no local e liberaram a moradora em frente ao edifício.

FAVELA FOI NOME DE NOVELA

Incrustadas num bairro de classes média e alta, as comunidades da Babilônia do Chapéu Mangueira são pequenas (as duas tem cerca de 3.800 habitantes). Nos tempos do auge das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), as duas favelas, localizadas no Leme, viveram um período calmaria, em que bares, restaurante e hostels abriram as portas e passaram a atrair turistas e cariocas. Em 2015, a Babilônia emprestou seu nome para uma novela da TV Globo, numa trama que retratava a realidade de uma favela carioca. Com o declínio do programa, elas passaram de áreas pacificadas a regiões de constantes confrontos. Nos últimos dois anos, os moradores dos dois morros se viram no meio de uma disputa: criminosos de facções rivais têm travado uma guerra pelo controle dos pontos de venda de drogas. Trocas de tiros, balas perdidas e operações policiais viraram rotina.

 

 

Por:Extra

Fonte:

Tags:  
Link de Acesso a Matería
Morro da Babilônia, no Leme, tem intenso tiroteio e explosões – O Itaqui Notícias Morro da Babilônia, no Leme, tem intenso tiroteio e explosões | O Itaqui Notícias