Mãe de jovem morta em assalto na Ilha diz que assassino conhecia a filha

Publicado por 23 de maio de 2018 às 09:18

A mãe da jovem Soraia Lemos, assassinada durante um assalto na Ilha do Governador na semana passada, disse que o assaltante conhecia a filha. De acordo com a manicure Cristiane Barbosa Macedo, de 38 anos, o assassino conhecia Soraia, de 17, de uma região do bairro da Zona Norte do Rio. Ela falou com o EXTRA, por telefone, na manhã desta terça-feira (22).

— Eles já se conheciam do Guarabu, na Ilha do Governador, onde nasceram e foram criados — disse.

Cristiane esteve na noite de segunda-feira na 37ª DP (Ilha do Governador) na esperança de ver um dos envolvidos na morte de Soraia. Três suspeitos de participarem do crime estão presos. Ela foi ao local acompanhada de Nicolli Cepes da Silva, de 21 anos, namorada de Soraia, que reconheceu um dos detidos como sendo o piloto da moto usada no crime.

— Ela não quis fazer o reconhecimento oficial na delegacia da Ilha. Tinha muita gente. Mas garantiu que foi o gordinho que pilotava a moto. Ela acha que foi por isso (o fato de se conhecerem) que ele mandou matar minha filha — explicou Cristiane.

A mãe do acusado de ter atirado contra Soraia, identificado como Matheus, pediu perdão a Cristiane pelo que aconteceu e disse que todos os dias pede a Deus que a conforte.

— Fui à delegacia para ver de perto um dos envolvidos na morte da minha filha. Mas acabei conversando com a mãe do que teria apertado o gatilho da arma e a matado. É uma senhora religiosa. Ela me pediu perdão e disse que todos os dias pede a Deus que me conforte — contou a mãe de Soraia.

Cristiane Barbosa, mãe da menina, chegando ao IML para liberar o corpo

Cristiane Barbosa, mãe da menina, chegando ao IML para liberar o corpo Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Cristiane disse ainda que viu na delegacia o rapaz que dirigiu a moto e que não percebeu nele nenhum sinal de arrependimento:

— Cheguei lá e vi que ele não mostrava nenhum arrependimento. Estava com aquela cara para cima, de maneira arrogante. Então, não quis conversar com a mãe dele, que me parece conivente com as atitudes do filho. A moto que eles usaram está no nome dela. Soube que um tempo atrás ele estava praticando roubos na Ilha do Governador e foi perseguido pela polícia. Ele abandonou a moto e fugiu. Dias depois, ela foi até o 17º BPM (Ilha do Governador), pegou a moto de volta e a entregou ao filho. Isso não é papel de mãe que educa um filho.

A manicure classificou o que fizeram com sua filha como uma covardia:

— Eles saíram para roubar um tipo de moto que queriam. Mas começaram a roubar várias pessoas. Minha filha e Nicolli já tinham dado o que eles queriam. Por que atirar? Aquilo foi uma covardia, não tem perdão.

Cristiane disse que não tem medo dos criminosos e que seu medo, na verdade, é em relação à justiça.

— Os três, tanto o assassino, o piloto da moto e quem entregou a arma, estavam em liberdade condicional. Quem garante que a justiça não os soltará em breve novamente? Para mim, deveria ter pena de morte neste país — ressaltou, indignada.

ADESIVO EM MOTO

A motocicleta supostamente usada na morte da jovem está na Delegacia de Homicídios (DH) da capital. Na lataria da moto, há um adesivo com a frase “Socegado (sic) 24 horas”. A Honda XRE 300 de cor verde, placa EWV-5770, foi achada na casa de um dos presos, identificado até o momento apenas pelo nome Matheus. Segundo o primeiro acusado do crime a ser preso, Jonas Gomes de Bastos, ele foi o autor do disparo que matou a jovem. O outro preso na operação da Polícia Militar na Baixada Fluminense foi identificado como Alan.

 

 

Por:Extra

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