Manuela: Mourão agrediu as mulheres que chefiam 40% dos lares no país

Publicado por 19 de setembro de 2018 às 10:24

“Somos uma país que 40% dos lares são chefiados por mulheres. A maior parte das mulheres criam os seus filhos sozinhas, com ausências graves de seus companheiros, os pais biológicos dos filhos, mas também com a ausência de politicas públicas que são imprescindíveis para criar, sustentar e educar os filhos”, afirmou Manuela durante coletiva de imprensa em Florianópolis ao lado de Haddad, classificando a declaração de Mourão como “infeliz”.

Manuela lembrou que não foi à toa que durante a gestão do governo Lula, tendo Haddad como ministro da Educaçao, que por meio da criação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) a educação infantil como uma pauta do governo federal.

“Desconhecer ou agredir as mulheres que chefiam 40% dos lares desse país é não compreender que isso faz parte da ideia do que é necessário para o Brasil se desenvolver. Valorizar essa mulheres e permitir que elas possam contribuir plenamente com o nosso país”, reforçou Manuela.

Pouco antes da coletiva, por meio das rede sociais, a vice na chapa de Haddad já havia criticado as declarações de Mourão.

“Elas superam a ausência do Estado, da creche e de investimentos públicos em políticas que emancipem essas mulheres. É um desrespeito total ao nosso país. Porque o Brasil é construído pelo esforço dessas mulheres”, repeliu Manuela.

A candidata afirmou que o Brasil precisa vencer o ódio. “Somos muito maiores do que esse ódio que as pessoas levam nos corações”, frisou.

Ela também falou sobre a grande onda de mulheres que estão se unindo nas redes sociais para derrotar o candidato representante do machismo e misoginia nestas eleições. “Vocês viram que quanto mais eles atacaram os grupos das mulheres nas redes sociais, mais os grupos cresceram”.

Ele se refere aos atos marcados para o próximo dia 29 em várias cidades do Brasil, contra a candidatura de Bolsonaro. Em São Paulo, a concentração será às 17 horas, no Largo da Batata.

“As mulheres vão as ruas dizer que ele não, porque nós merecemos viver com dignidade. Merecemos ser tratadas por quem presidir o Brasil com a dignidade que tratamos o nosso país e que contribuímos para ele se desenvolver”, declarou Manuela d’Ávila.

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