Dever de casa: adaptado ao Atlético, Chará diz fazer trabalhos extras para se manter em bom nível

Publicado por 2 de agosto de 2018 às 09:08

A rotina de treinos e jogos não parece ser suficiente para Yimmi Chará. Afinal, o colombiano de 27 anos ‘leva trabalho para casa’. E, na visão do próprio atacante, esse é uma das razões que explicam o bom momento vivido no futebol brasileiro menos de dois meses depois de assinar contrato com o Atlético.

“Tento ser consciente de que o futebol é o dia a dia. No futebol, você tem que se preparar todos os dias para fazer as coisas bem. Não é só fazer as coisas que fazemos aqui (no CT), temos que fazer coisas extras. Isso é claro para mim, então tenho trabalhado muito. Sempre trato de focar no trabalho. Creio que isso me ajuda a me adaptar mais facilmente.”, disse, em entrevista coletiva na Cidade do Galo.
Apesar do pouco tempo de Belo Horizonte, Chará já é um dos destaques do time comandado pelo técnico Thiago Larghi. Titular desde a retomada do Campeonato Brasileiro após a parada para a disputa da Copa do Mundo, o atacante disputou quatro jogos pelo Atlético.
Nesse curto período no clube, marcou um belo gol na derrota por 3 a 2 para o Palmeiras, no Allianz Parque, pela 14ª rodada, em 22 de julho. Na 16ª rodada, distribuiu duas assistências no empate por 2 a 2 com o Bahia, na Fonte Nova, na última segunda-feira. Apesar dos pontos perdidos, Chará entende que o time está em ascensão.
“É muito importante o nível que o grupo está retomando. O grupo terminou num nível muito bom o primeiro semestre. Pouco a pouco, os jogadores que chegaram vão pegar o ritmo, o nível competitivo, esperando que os resultados melhorem”, disse.
Posicionamento
Jair Amaral/EM/D.A Press

Apesar de ter pouco tempo de Belo Horizonte, Chará já se disse adaptado à cidade e ao Atlético

Yimmi Chará também tem se mostrado uma peça tática importante para a comissão técnica. Além de ser importante no ataque, o colombiano aparece com frequência no primeiro terço defensivo do campo para ajudar o time a segurar resultados.

“Há situações em uma partida em que tenho que fazer isso. Especialmente em momentos críticos de jogo, sabemos que temos que dar esse reforço. O grupo sabe. Infelizmente, alguns resultados nos escaparam por coisas mínimas. Mas a equipe trabalha muito bem para que isso não se repita”, avaliou.
No ataque, os jogadores alvinegros têm liberdade de movimentação em relação ao posicionamento pré-estabelecido pelo técnico. Nos quatro jogos disputados pelo Atlético, Chará atuou tanto pela direita, quanto pela esquerda.
Os melhores e mais decisivos momentos do atacante foram na extrema direita, setor ocupado nos tempos do Junior-COL, de Barranquilla. “Quase toda minha carreira joguei pela direita. Tenho essa possibilidade, de técnicos que me colocaram em diferentes posições. A adaptação não é muito difícil para mim. É aproveitar o momento que estou vivendo e o momento que estou passando”, completou.
Leia, na íntegra, a entrevista coletiva de Yimmi Chará
Momento
É muito importante o nível que o grupo está retomando. O grupo terminou num nível muito bom o primeiro semestre. Pouco a pouco, os jogadores que chegaram vão pegar o ritmo, o nível competitivo, esperando que os resultados melhorem.
Como explicar a rápida adaptação?
Trabalho. Creio que a mentalidade, a forma como assumo as coisas. Sempre trato de focar no trabalho. Creio que isso me ajuda a me adaptar mais facilmente.
Parceria com Ricardo Oliveira
Ricardo (Oliveira) é um jogador que sempre faz diagonais muito boas. Sempre tento procurá-lo. Nas partidas anteriores, não havíamos completado jogadas como essa (do segundo gol contra o Bahia). Nessa partida, pudemos fazer de uma maneira que pôde terminar em gol.
Contraste entre defesa (segunda pior do Campeonato Brasileiro) e ataque (melhor da competição) do Atlético
Os resultados dizem tudo. Temos um bom ataque. Infelizmente, não estamos fortes defensivamente. Temos uma semana para trabalhar e corrigir em muitos aspectos para conseguir as vitórias que precisamos.
Gols sofridos no fim
São momentos da partida, situações que são muito difíceis de controlar. Nos preparamos, trabalhamos para isso. Mas é o futebol, e qualquer coisa pode acontecer. Isso só se ajusta com trabalho. Estamos conscientes de que nos momentos decisivos de uma partida temos que ter mais atenção.
Bom momento
Tento ser consciente de que o futebol é o dia a dia. No futebol, você tem que se preparar todos os dias para fazer as coisas bem. Não é só fazer as coisas que fazemos aqui (no CT), temos que fazer coisas extras. Isso é claro para mim, então tenho trabalhado muito.
Ajuda na defesa
Como falei antes, há situações em uma partida em que tenho que fazer isso. Especialmente em momentos críticos de jogo, sabemos que temos que dar esse reforço. O grupo sabe. Infelizmente, alguns resultados nos escaparam por coisas mínimas. Mas a equipe trabalha muito bem para que isso não se repita.
Comida, cidade, adaptação
É muito parecido com o que temos na Colômbia. A adaptação, por esse lado, não tem sido difícil. Temos um grupo muito bom, com jogadores que nos receberam de uma maneira muito boa e nos ajudaram a conhecer a cidade.
Trabalho no dia a dia
Todos os dias tem que melhorar. Cada partida é diferente. Tem que se preparar de maneira diferente para cada rival. Isso nós sabemos, das variações de cada jogo, que vemos durante a semana, do que pudemos conhecer dos rivais.
Posicionamento
Quase toda minha carreira joguei pela direita. Tenho essa possibilidade, de técnicos que me colocaram em diferentes posições. A adaptação não é muito difícil para mim. É aproveitar o momento que estou vivendo e o momento que estou passando.
Por:df.superesportes

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