Apesar da mobilização em torno de Guerrero e de Uribe, Fla já não depende de centroavantes como no passado

Publicado por 17 de julho de 2018 às 09:38

A um dia de voltar a campo após o recesso provocado pela Copa, os centroavantes monopolizam as atenções no Flamengo. Numa frente, a diretoria atua para inscrever o recém-contratado Fernando Uribe. Em outra, se cerca de cuidados jurídicos para garantir a escalação de Guerrero. Caso nenhuma das opções seja viabilizada, o técnico Maurício Barbieri só contará com o jovem Lincoln, amanhã, contra o São Paulo. Apesar de toda a mobilização, a falta de um camisa 9 experiente não é motivo para preocupação. Ao menos, não mais. O histórico recente mostra que o Rubro-negro aprendeu a ser independente do homem-gol.

O peso que Hernane Brocador carregou em 2013 — quando terminou o ano como artilheiro não só do Flamengo mas de todo o Brasil, com 36 gols — hoje já não recai mais nas costas de um só homem. Tanto que o centroavante mais utilizado nesta temporada, Henrique Dourado, é o segundo goleador do time no ano, com nove marcados. Na frente dele, com dez, está Vinicius Junior, cujas características passam longe das do tradicional camisa 9.

Em 2018, Dourado, Guerrero, Lincoln e Felipe Vizeu (já transferido para a Udinese, da Itália) marcaram 14 dos 52 gols rubro-negros. A soma destes quatro centroavantes corresponde a pouco mais do que um quarto da produção ofensiva do time: 26,9%. Um percentual que só tem diminuído com o passar das temporadas. Há cinco anos, 41,2% das bolas na rede dos adversários vieram dos pés dos homens-gol.

Foto: Editoria de arte do Extra

A diminuição do peso dos centroavantes na artilharia do time não representa, no entanto, que o Flamengo perdeu seu poder de fogo. A equipe tem o segundo melhor ataque do Brasileiro, com 21 marcados, três a menos do que o Atlético-MG.

A independência, por outro lado, não significa que estes jogadores perderam sua importância. Daí a mobilização pelos dois centroavantes. Nesta segunda, o clube consultou o Superior Tribunal de Justiça de Desportiva para saber se alguma condenação a Guerrero fora comunicada. Só que o órgão não tem caráter consultivo. Esta função cabe à CBF, que já se posicionou de forma confusa na semana passada.

Em relação a Uribe, o Flamengo precisa fazer sua inscrição até esta terça para escalá-lo no jogo de quarta. A diretoria aguarda documentos da federação mexicana, já que o atacante vem do Toluca.

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