Bolsonaro diz que Soleimani não era general e que impacto de ataque sobre preço dos combustíveis não foi grande

Publicado por 6 de janeiro de 2020 às 10:59

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (6) que a tendência do preço do combustível no Brasil é se estabilizar, mesmo com a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.

Na noite da quinta-feira (2), um ataque norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou o general iraniano Qassem Soleimani. O governo do Irã prometeu retaliação e, em meio à escalada da tensão, o preço do barril do petróleo teve forte alta na semana passada. Irã e Iraque estão entre os maiores produtores do mundo.

De acordo com Bolsonaro, os preços caíram desde a alta inicial e, na opinião do presidente, o impacto do ataque no mercado de petróleo não foi grande.

Bolsonaro deve fazer reunião para discutir impacto da crise EUA x Irã no combustível

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Bolsonaro também disse que Soleimani “não era general”. O governo dos Estados Unidos, ao qual o governo brasileiro é alinhado, chama Soleimani de terrorista.

“Reconheço que o preço [dos combustíveis] está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve… O impacto não foi grande. Foi 5% passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar”, afirmou o presidente na saída do Palácio da Alvorada.

O governo tem reuniões ao longo desta segunda para tratar de eventuais impactos da crise sobre o preço dos combustíveis no Brasil. Bolsonaro deve participar de algumas dessas conversas.
Cartaz com a foto do líder espiritual do Irã, aiatolá Ali Khamenei, concedendo a maior honra militar do país ao general Qasem Soleimani, morto em ataque americano, é visto durante funeral em Teerã, nesta segunda-feira (6) — Foto: Atta Kenare / AFP

Cartaz com a foto do líder espiritual do Irã, aiatolá Ali Khamenei, concedendo a maior honra militar do país ao general Qasem Soleimani, morto em ataque americano, é visto durante funeral em Teerã, nesta segunda-feira (6) — Foto: Atta Kenare / AFP

Terrorismo

Na sexta-feira (3), após os ataques dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou uma nota em que disse que apoia a “luta contra o flagelo do terrorismo”.

Bolsonaro disse na saída do palácio que o conteúdo da nota do Itamaraty passou pela avaliação dele e que seu posicionamento, como presidente, não é “muito destoante” do divulgado pelo ministério.

“Nós não aceitamos o terrorismo. Não interessa o lugar do mundo em que ele venha a acontecer”, afirmou Bolsonaro.

O presidente disse ainda que o Brasil vai entregar para o país de origem qualquer terrorista estrangeiro que estiver em território nacional. Ele citou como terroristas o italiano Cesare Battisti e médicos cubanos do programa Mais Médicos.

“Se tiver qualquer terrorista no Brasil, a gente entrega. É por aí. Assim como entregamos o Battisti. Entregamos não, o Battisti viu que ia eu ia entregá-lo e fugiu. Assim como os cubanos médicos, entre aspas, saíram antes de eu assumir. Sabiam que eu ia pegar os caras. Um montão de terrorista no meio deles”, completou Bolsonaro.

 

Fonte:G1

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